Quintas de Vitória


O modelo do Natal para missões

Para Meditar: Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. (João 17.18)

O Natal é um modelo para missões. Missões são um espelho do Natal. Como eu fiz, faça também [João 13.15].

Por exemplo, o perigo. Cristo veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Assim é com você. Eles conspiraram contra ele. Assim é com você. Ele não tinha casa permanente. Assim é com você. Inventaram falsas acusações contra ele. Assim é com você. Eles o chicotearam e zombaram dele. Assim é com você. Ele morreu após três anos de ministério. Assim é com você.

Mas há um perigo pior do que qualquer um desses do qual Jesus escapou. Assim é com você!

Em meados do século XVI, Francisco Xavier (1506-1552), um missionário católico, escreveu ao padre Perez de Malacca (hoje parte da Indonésia) sobre os perigos da sua missão na China. Ele disse:

O perigo de todos os perigos seria perder a confiança na misericórdia de Deus… Desconfiar dele seria algo muito mais terrível do que qualquer mal físico que todos os inimigos de Deus juntos pudessem nos infligir, pois sem a permissão de Deus nem os demônios nem seus servos humanos poderiam em um mínimo grau nos prejudicar.

O maior perigo que um missionário enfrenta é desconfiar da misericórdia de Deus. Se esse perigo for evitado, então todos os outros perigos perderão seu aguilhão.

Deus faz de cada espada, um cetro em nossas mãos. Como J.W. Alexander diz: “Cada instante do atual labor será graciosamente recompensado com um milhão de eras de glória”.

Cristo escapou do perigo da desconfiança. Por isso, Deus o exaltou sobremaneira!

Lembre-se neste Advento que o Natal é um modelo para as missões. Como eu fiz, faça também. E que essa missão implica perigo. E que o maior perigo é desconfiar da misericórdia de Deus. Renda-se a essa desconfiança e tudo está perdido. Vença aqui e nada pode prejudicá-lo por um milhão de eras.

Boa Semana

 
A maior salvação imaginável

Para Meditar: Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. (Jeremias 31.31)

Deus é justo, santo e separado de pecadores como nós. Esse é o nosso principal problema no Natal e em qualquer outra época. Como seremos reconciliados com um Deus justo e santo?

Contudo, Deus é misericordioso e prometeu em Jeremias 31 (quinhentos anos antes de Cristo) que um dia faria algo novo. Ele substituiria as sombras pela realidade do Messias. E ele agiria em nossas vidas de modo poderoso e escreveria a sua vontade em nossos corações, de modo que não seríamos constrangidos a partir do exterior, mas seríamos dispostos desde o interior a amar a Deus, confiar nele e segui-lo.

Essa seria a maior salvação imaginável: se Deus nos oferecesse o gozo da maior realidade do universo e, então, se operasse em nós para garantir que pudéssemos apreciá-la com a maior liberdade e alegria possíveis. Seria digno cantar a respeito desse presente de Natal.

De fato, Deus o prometeu. Mas havia um enorme obstáculo. Nosso pecado. Nossa separação de Deus por causa de nossa injustiça.
Como um Deus santo e justo lidará conosco, pecadores, com tanta bondade que nos dará a maior realidade do universo (seu Filho) para desfrutarmos com a maior alegria possível?

A resposta é que Deus colocou nossos pecados sobre o seu Filho e os julgou nele, para que pudesse removê-los de sua vista e lidar conosco com misericórdia, e ao mesmo tempo, permanecer justo e santo. Hebreus 9.28 diz: “Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos”.

Cristo levou nossos pecados em seu próprio corpo quando ele morreu. Ele tomou nosso julgamento. Ele cancelou nossa culpa. E isso significa que os pecados foram tirados. Eles não permanecem diante da vista de Deus como fundamento para condenação. Nesse sentido, Deus se “esquece” dos pecados. Eles são consumidos na morte de Cristo.

Isso significa que Deus agora é livre, em sua justiça, para nos conceder a nova aliança. Ele nos dá Cristo, a maior realidade do universo, para nosso gozo. E ele escreve a sua própria vontade — seu próprio coração — em nossos corações para que possamos amar a Cristo, confiar em Cristo e seguir Cristo desde o interior, com liberdade e alegria.

Feliz Graça

 
A adversidade mais bem sucedida de Deus

PARA MEDITAR: Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2.9-11)

O Natal foi a adversidade mais bem-sucedida de Deus. Ele sempre se deleitou em mostrar o seu poder através da aparente derrota. Ele faz retrocessos táticos para obter vitórias estratégicas.

Foram prometidos glória e poder a José em seu sonho (Gênesis 37.5-11). Mas para alcançar essa vitória ele precisou se tornar um escravo no Egito. E como se isso não bastasse, quando suas condições melhoraram por causa da sua integridade, ele foi feito pior do que um escravo: um prisioneiro.

Porém, tudo estava planejado. Pois na prisão José encontrou o copeiro de Faraó, que por fim o levou a Faraó, que o colocou sobre o Egito. Que percurso mais improvável para a glória!

Mas esse é o caminho de Deus, mesmo para o seu Filho. Ele esvaziou a si mesmo e assumiu a forma de um servo. Pior do que um servo — um prisioneiro — e foi executado. Mas, como José, ele manteve a sua integridade. “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho” (Filipenses 2.9-10).

E esse é o caminho de Deus para nós também. A glória nos é prometida — se com ele sofremos (Romanos 8.17). O caminho para subir é descer. O caminho para frente é para trás. O caminho para o sucesso é através de adversidades divinamente nomeadas. Estas sempre serão vistas e sentidas como fracasso.

Mas se José e Jesus nos ensinam algo nesse Natal é que “Deus o tornou em bem” (Gênesis 50.20).

Vós, santos temerosos, tomai renovada coragem
As nuvens que tanto temeis
Estão cheias de misericórdia e se romperão
Derramando bênçãos sobre as vossas cabeças.
Está chegando.....

 
Vida e morte no Natal

Para Meditar: O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. (João 10.10)

Quando eu estava prestes a iniciar esse devocional, recebi a notícia de que Marion Newstrum acabara de morrer. Marion e seu marido Elmer fizeram parte da igreja Bethlehem por mais tempo do que a maioria dos nossos membros tem de vida. Ela tinha 87 anos. Eles foram casados por 64 anos.

Quando falei com Elmer e lhe disse que gostaria que ele fosse forte no Senhor e não desistisse da vida, ele disse: “O Senhor tem sido um amigo verdadeiro”. Oro para que todos os cristãos possam dizer no fim da vida: “Cristo tem sido um amigo verdadeiro”.
Em cada Advento, eu relembro o aniversário da morte de minha mãe. Ela morreu aos 56 anos, em um acidente de ônibus em Israel.

Era 16 de dezembro de 1974. Esses eventos são incrivelmente reais para mim ainda hoje. Se eu me permitir, posso facilmente começar a chorar — por exemplo, pensando que meus filhos nunca a conheceram. Nós a enterramos no dia seguinte ao natal. Que Natal precioso foi aquele!

Muitos de vocês sentirão a sua perda nesse Natal mais intensamente do que antes. Não impeça o sentimento. Permita que ele venha. Sinta-o. O que é amar, senão intensificar nossas afeições — tanto na vida como na morte? Mas, oh, não fique amargurado. É autodestrutivo de modo trágico ser amargurado.

Jesus veio no Natal para que nós tenhamos a vida eterna. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10). Elmer e Marion haviam conversado sobre onde passariam os seus últimos anos. Elmer disse: “Marion e eu concordamos que o nosso último lar seria com o Senhor”.

Você se sente preocupado em relação ao seu lar? Eu tenho familiares vindo para casa para os feriados. Isso é bom. Eu acho que o motivo principal pelo qual isso é bom é porque eles e eu somos destinados, no íntimo do nosso ser, para um retorno final para o lar. Todas as outras voltas para casa são prenúncios. E prenúncios são bons.

A não ser que eles se tornem substitutos. Oh, não permita que todas as coisas doces dessa época se tornem substitutos da doçura final, grandiosa e totalmente satisfatória. Que cada perda e cada prazer estimule o seu coração a desejar voltar para o lar no céu.

O que é o Natal, senão isto: Eu vim para que tenham vida? Você e eu, todos nós — que possamos ter a Vida, agora e para sempre.
Torne o seu agora mais rico e mais profundo nesse Natal ao beber da fonte do para sempre, pois ele está muito perto.

 
Deus torna a sua aliança real para o seu povo

Para Meditar: Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. (Hebreus 8.6)

Cristo é o Mediador de uma nova aliança, de acordo com Hebreus 8.6. O que isso significa? Que o seu sangue — o sangue da aliança (Lucas 22.20; Hebreus 13.20) — comprou o cumprimento das promessas de Deus para nós.

Significa que Deus opera nossa transformação interior pelo Espírito de Cristo.

E significa que Deus opera toda a sua transformação em nós por meio da fé em tudo o que Deus é para nós em Cristo.

A nova aliança é comprada pelo sangue de Cristo, aplicada pelo Espírito de Cristo e apropriada pela fé em Cristo.

O melhor lugar para ver Cristo agindo como o Mediador da nova aliança está em Hebreus 13.20-21:
Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança [essa é a compra da nova aliança], vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

As palavras “operando em vós o que é agradável diante dele” descrevem o que ocorre quando Deus escreve a lei em nossos corações na nova aliança. E as palavras “por Jesus Cristo” descrevem Jesus como o Mediador dessa gloriosa obra da graça soberana.

Portanto, o significado do Natal não é apenas que Deus substitui as sombras pela realidade, mas também que ele toma a realidade e a torna real para o seu povo. Deus a escreve em nossos corações. Ele não abaixa o seu presente de Natal da salvação e transformação para que você consiga pegá-lo em sua própria força. Deus toma o presente e o coloca em seu coração e em sua mente, e sela você para que seja um filho de Deus.

 


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Versiculos

Oséias, 6:3 - Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

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