JESUS ENSINA SOBRE A ORAÇÃO.

JESUS ENSINA SOBRE A ORAÇÃO
Gosto muito de pensar sobre oração. Sabe por que? Porque é a forma como nós conversamos com Deus e imagino que nem sempre eu seja uma pessoa agradável nas minhas conversas com Ele.

Você já conversou com alguém que fosse desagradável? Eu já e é horrível ouvir aquela pessoa. Sempre negativa, resmungona, nada tem de bom para contar. É necessário conversar com pessoas assim, mas o que estou dizendo é que para mim certas conversas são desagradáveis.

Por isso eu não gostaria de ser uma pessoa enjoada nas minhas conversas com amigos, conhecidos e parentes mas sim ter um diálogo que fizesse bem aos que me cercam. E mais: eu gostaria muito de ser uma filha bem agradável para Deus. Eu sinto desejo de chegar perto dEle da forma correta, sem fingir coisa alguma mas também sem ser exigente, como alguns filhos o são com seus pais. Eu gostaria de ser suave, amorosa e de cultivar uma relação saudável com Deus, enquanto converso com Ele.

Por isso, aproximo-me das palavras de Jesus com relação à oração. Uma orientação é quando ele disse: "e orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, porque pensam que pelo muito falar serão ouvidos." Mateus 6, 7

O que seria isso? Naquele tempo, o império romano cultivava muitos deuses. Os ouvintes de Jesus viviam cercados de deuses, ídolos, crenças que as pessoas alimentavam. Talvez estejamos dizendo: entendemos perfeitamente porque é o que acontece hoje. As pessoas daquela época, chamadas por gentios no texto que lemos, pensavam que para falar com os deuses era importante repetir muitas vezes a mesma coisa, porque os deuses estavam ocupados demais e queriam ter a chance de que eles os ouvissem. Para isso, repetiam a mesma coisa muitas vezes para conseguir achá-los em algum tempo. Falavam, tagarelavam, repetiam mecanicamente aquilo que desejavam que os deuses ouvissem.

Jesus me ensina que o Pai me ouve sempre. Não preciso ficar repetindo como se estivesse falando sem pensar, Ele está junto, quer ouvir, quer saber. Ele se interessa pelos meus assuntos. Pense nisto.



NOSSO PAI SABE

É muito interessante conhecer o que Jesus ensinou sobre o Pai. Jesus realmente veio para nos mostrar quem é o Pai, para nos ajudar a compreender a relação com Deus, para que possamos aproveitar bem o Deus que temos.

Aproveito para dizer que se você ainda não consegue enxergar este Pai, não precisa se culpar. Você quer de verdade, mas não consegue. Não se preocupe, porque neste momento em que você parou para escutar ou ler estas palavras Deus está vendo o seu coração e Ele está enxergando o quanto você gostaria de conseguir chamá-lo de Pai. Ele, por meio do Espírito Santo que deixou neste mundo para nos ajudar, vai ajudar você a ter as barreiras quebradas e ser completamente livre para enxergar o Pai. O caminho é Jesus Cristo e, sobre o que ele nos ensinou a respeito do Pai é que estamos refletindo.

Jesus me ensinou que o Pai sabe daquilo de que necessitamos. "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." Mateus 6,7 e 8.

Jesus está me dizendo que o Pai sabe de tudo o de que eu necessito. Eu não preciso ficar tentando achar a palavra certa, a argumentação correta, a desculpa melhor para chegar e pedir. Ele já sabe, mas gosta quando nós conversamos com Ele e contamos.

Bonito isto. Lindo aprender que Deus já sabe, mas que fica contente quando eu conto a Ele o que se passa no meu coração. Há casais que não conseguem conversar em paz sobre as coisas que desejam falar. A esposa pensa que o marido não vai querer ouvir, o marido imagina que a esposa não vai compreender e outras razões eles dão. Há filhos que não se acostumaram a conversar com seus pais, porque temem ou porque não querem preocupá-los. Há pais que não compartilham problemas e ansiedades com os filhos, porque acham que devem poupá-los. Por detrás de todas as dificuldades, há o medo de rejeição ou de incompreensão.

Jesus me diz que meu Pai sabe de tudo o que eu necessito, mas que Ele gosta quando eu converso com Ele e conto do meu jeito as minhas dificuldades. Não deixa de ser um mistério, mas é exatamente assim. Deus, o meu Pai e o Criador deste mundo, gosta de me ouvir. Pense nisto.



A SINCERIDADE NA CONVERSA COM O PAI

Para que eu consiga conversar com Deus e ao mesmo tempo ter um diálogo produtivo, há algumas coisas que Jesus me ensinou. Todas são importantes e nem seria uma boa idéia tentar dizer quais as mais importantes, porque não daria certo.

Jesus me ensinou, por exemplo, que eu preciso ser muito sincera na minha conversa com o Pai. Fico imaginando a razão para Jesus destacar isto, porque se eu estou dialogando com Deus que sabe todas as coisas porque as criou, claro está que de nada adiantaria eu aparecer com sentimentos que não correspondessem à verdade, porque seria perda de tempo.

Por que, então, Jesus falou: "e, quando orares, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas; e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa." Mateus 6, 5. Qual teria sido a razão de Jesus?

Para compreendermos é preciso saber como as coisas aconteciam naquela época. Havia um lugar para onde os judeus se dirigiam para orar. Eram as sinagogas, que ficavam nas cidades e também no Templo, este em Jerusalém. Vamos pensar em sinagogas como casas onde pessoas combinavam de se encontrar para ler a Torah, ou seja, os livros da Lei, os escritos e os profetas. Eles costumavam orar ali. Para eles, era o cumprimento da Lei. Jesus também freqüentava a sinagoga.

Acontece que alguns imaginavam que deveriam mostrar a todos o que estavam fazendo, o quanto eles eram bons no cumprimento da Lei. Esses faziam as orações de pé e no caminho, nas esquinas, como se desejassem que todos soubessem o quanto eles eram bons. Jesus ensinou que aquelas pessoas queriam ser vistas, admiradas, olhadas. Elas já haviam conseguido o que desejavam porque toda a cidade falava a respeito da dedicação deles. Já que haviam conseguido, não precisavam ser ouvidos por Deus.

Aqui entra Jesus me orientando sobre o que realmente eu tenho no coração quando falo com Deus. O que eu estou procurando quando decido separar alguns minutos para conversar com meu Pai? É disso que Jesus se ocupa. Deus somente irá me ouvir, se o meu coração estiver igual às minhas palavras. Pense nisto.



POSIÇÃO CORRETA PARA A ORAÇÃO

Quando decido fazer agradáveis e produtivos os meus momentos de conversa com Deus, meu Pai, preciso estar preocupada apenas em seguir as orientações de Jesus. Jesus, que é o caminho para Deus e isto é o que a Bíblia nos ensina com detalhes, deixou informações preciosas sobre o que Deus realmente aprecia nas conversas que os homens e mulheres têm com Ele, ao reconhecerem que Ele deseja e procura se aproximar de nós.

Jesus me diz, por exemplo, que é perigoso quando se determina a posição em que o corpo precisa estar para orar. Quando meus irmãos e eu éramos bem pequenos, nosso pai cultivava o hábito de orar com cada um de nós, antes que dormíssemos. Ele ia até as camas e nos fazia companhia na conversa com Deus. Repetia o gesto para cada um dos seis filhos. Ele sempre dizia que eu deveria me sentar para orar e devo confessar que a idéia não me agradava muito. Eu já estava deitada, o sono quase tomando conta da situação e meu pai me fazia sentar na cama para orar.

À medida em que eu crescia, percebi que a única intenção do meu pai era me ensinar que não deveria falar com Deus por obrigação, quase que falando uma palavra e dormindo, mas que aquele momento era tão especial que exigia de mim uma atitude determinada. Eu me sentava para conseguir falar sem dormir.

Mais tarde, meu pai sofreu um acidente e ficou acamado por muitos anos. Não podia andar e nem se sentar sem a ajuda de enfermeiros. Mas havia uma coisa impressionante nas orações daquele homem deitado, ele definitivamente estava na presença de Deus. Deitado, mas com Deus.

Por isso, sei que, quando Jesus fez referência à oração proferida em pé e a criticou, ele nem estava se preocupando com a posição do corpo, mas com a atitude. "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." Mt. 6, 6.

Aqui, Jesus que é o meu professor de oração, aponta para a minha atitude e não para a posição do meu corpo, quando oro. Ele não me mandou entrar no quarto e ficar ajoelhada ou de pé ou deitada. Estava querendo mostrar alguma coisa bem mais importante. Pense nisto.



JESUS FALA DA ATITUDE NA ORAÇÃO

Quando Jesus gastou alguns momentos conversando com discípulos e pessoas interessadas a respeito dos assuntos do Reino de Deus e do ministério que Ele estava iniciando, uma das coisas que quis deixar bem claro foi a atitude da pessoa diante do Pai, que entendemos como Deus, o Criador, no momento da oração.

Ele foi bem claro ao dizer que não era necessário ficar repetindo uma oração decorada, palavras sem quaisquer sentido mas pronunciadas por hábito e também quando mostrou que a oração não é oportunidade para exibição diante de pessoas. Para desenvolver melhor este tema, Jesus ensinou: "mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." Mateus 6, 6

Para que eu pudesse compreender o que Jesus estava dizendo, tive que pensar nas casas da época em que Jesus estava no mundo. Como eram aquelas casas? Pesquisas arqueológicas mostram que as casas não tinham cômodos separados como os temos hoje, eram simples e o mobiliário bem diferente do nosso. As refeições eram feitas em mesas baixas com pessoas sentadas no chão ou em banco bem baixo; eram de chão de terra e banheiros eram inexistentes na maioria das casas. Como normalmente eram as pessoas simples que ficavam ao lado de Jesus, provavelmente elas não tinham o conforto que nós imaginamos que existia. Há estudos no campo da sociologia que mostram a deficiência de aspectos básicos de higiene nas casas da Palestina do tempo de Jesus. E não podemos nos esquecer que ele próprio nasceu em uma estrebaria.

Por que dizer que devemos fechar a porta do quarto, se nem toda casa tinha esse requinte? Será que as pessoas simples nunca poderiam orar de forma correta? Essas perguntas são úteis para me ajudar a compreender melhor o sentido do que Jesus está falando. Tenho que fechar a porta de tudo aquilo que impede que me concentre na conversa com o Pai. Posso, então, estar no quarto com a porta fechada mesmo que a minha conversa com o Pai seja enquanto caminho nas ruas ou estou rodeada de pessoas conversando.

Jesus me ensinou, por meio da Palavra de Deus, a Bíblia, que orar é estar em absoluta comunhão com Deus, fechando toda oportunidade de distração ou de envolvimento com qualquer outro item. É simplesmente a conversa de uma pessoa com seu Pai, onde o coração determina que é proibido interromper. Pense nisto.
JESUS ME ENSINA QUE O PAI ESTÁ NOS CÉUS

Quando resolvo que devo aprender com Jesus a orar, logo me deparo com o início da oração que Ele ensinou: "Portanto, vós orareis deste modo: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome" Mateus 6,9

O que significa a expressão "que estás nos céus"? Para compreendê-la, podemos caminhar mais uma vez na tentativa de compreender o que as pessoas daquela época pensavam, para poder verificar o que Jesus quis denunciar ou mostrar.

As pessoas entendiam que havia um patamar superior, lugar geográfico para onde as orações deveriam ser dirigidas. Era uma forma comum entender anjos descendo dos céus, anjos subindo aos céus, Enoque arrebatado aos céus, Elias levado em uma carruagem etc. Tudo era relacionado com lugares específicos e isto era tão sério que temos o relato da construção da torre de Babel, que pretendia chegar aos céus.

Jesus, como bom professor e excelente comunicador que era, precisava ser compreendido pelos seus ouvintes. Para que isto acontecesse, usou uma expressão que seria comum para eles, alcançaria o objetivo. O que temos aqui é que Jesus quis chamar a atenção para uma situação e não um lugar geográfico. Estar nos céus não fala de geografia, mas da autoridade e do poder que Deus tem na qualidade de Criador e Governador de todas as coisas.

Para orar com inteligência, preciso saber que as coisas que cercam o Criador são de natureza diferente daquelas que temos aqui neste mundo. Meus assuntos podem ser comunicados com o vocabulário que eu conheço, mas serão tratadas por Deus, que é Criador e que não é limitado como as pessoas o são. Isso traz alimento para a minha fé, porque aquilo que eu falar com o Criador será tratado com o poder do Criador e não como se eu tratasse do tema com pessoas, mesmo as mais bem intencionadas que eu pudesse achar.

Se eu conseguir compreender bem o alcance dessa expressão mencionada por Jesus, conseguirei alcançar a paz que a conversa com Deus sempre traz. Estará tudo em ordem, porque Deus já está ciente. Pense nisto.



PAI NOSSO

Se o meu desejo é fazer da oração um momento produtivo, preciso estar aos pés de Jesus para aprender com ele como orar. Os discípulos de Jesus sentiram muito fortemente esta necessidade e chegaram ao ponto de pedir: Senhor, ensina-nos a orar. Eles até sabiam como proceder nas sinagogas, mas desejavam ver nas suas próprias vidas o poder de Deus agindo e transformando situações, como eles percebiam na vida de Jesus.

Eu também gostaria que a minha vida servisse de bênçãos para muitos e, por esta idêntica razão, desejo aprender a orar. Jesus, pacientemente, nos ensina que devemos orar ao nosso Pai. Em Mateus 6, 9 lemos: "Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome."

Bonito este início: Pai nosso. Primeiro ele demonstra o tipo de relação: é uma analogia familiar. Estamos em uma família, Jesus quis mostrar. Nessa família, existe um pai assim como era o regime conhecido pelos ouvintes de Jesus. A estrutura familiar daquela época girava somente ao redor da figura do pai. Os filhos homens, mesmo casados, continuavam sob a direção do pai e as mulheres tinham que obedecer ao que o pai mais idoso da família determinava. Ficavam, então, sob o senhorio do pai até que se casassem, quando então passavam a ter um novo senhor, agora o marido. Falar em pai, então, era falar de alguém que era responsável pelo bem-estar da sua grande família.

A novidade na expressão fica por conta do pronome "nosso". Este Pai a quem devemos orar não é somente responsável pela sua própria família, mas ele se compadece e ouve a todos os filhos, fazendo deles uma só família. Para poder se identificar como pertencente à família de Deus, basta ter em Jesus Cristo o caminho, o único caminho para Deus. É apenas reconhecer que Jesus, Deus Conosco, veio cumprir o ministério de nos levar à comunhão com o Pai e se tornou o primogênito entre muitos irmãos, aqui todos os que crêem nele incluídos.

Se eu compreendo que os assuntos que levo à presença de Deus são vistos e considerados sob o ponto de vista de um Criador que é Pai de todos os que crêem, então a minha oração vai ser levada a sério, porque inserida em uma relação familiar, de responsabilidade, cuidado e também de amor. O que o seu amor ordena, o Seu poder é capaz de realizar. Pense nisto.




SANTIFICADO SEJA O TEU NOME

Se o meu desejo é aprender com Jesus a orar, logo encontro mais uma orientação, a partir do exemplo que ele nos deixou: "Portanto, vós orareis deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome." Mateus 6,9.

Já compreendi que minha oração será tratada pelo Criador, aquele que tem condições de eliminar os aspectos terrenos e fracos da minha conversa e analisá-la à luz do que é infinito, que é sem limites. Também já aprendi que a relação com este Criador é familiar, porque Jesus se refere a Deus como o Pai. Este Pai, que também é Criador, me recebe na Sua presença com abraços amorosos e ouvidos atentos, mais até do que encontramos nas relações familiares terrenas, porque as coisas que estão nos céus diferem em muito das que estão na terra. Lá não encontramos imperfeições.

O terceiro elemento que descubro nesta orientação de Jesus é que preciso reconhecer que o nome dele deve ser santificado por mim em tudo aquilo que eu quiser tratar com ele. Oro para que o nome de Deus seja tratado como santo, porque almejo, desejo ardentemente que a devida honra seja dada a Ele. Tratar com Deus requer consciência de quem Ele é, do que significa o Seu nome. Não é falar com alguém que tenha um nome comum, que seja limitado como eu o sou, mas sim com o Ser Eterno, que se intitulou a Moisés como sendo o EU SOU O QUE SOU.

Se eu conseguir santificar o nome de Deus enquanto converso com Ele, então muita coisa que eu pensava que diria não será dita, não porque eu esteja com receio ou fique envergonhada, mas simplesmente porque diante da santidade de Deus aquilo que antes era importante deixa de sê-lo.

Isto não acontece porque eu tenha planejado assim, mas porque ao entrar na presença de Deus com o desejo de santificar o Seu nome em todos os sentidos, meu coração e minha mente são redirecionados para alguma coisa maior do que antes eu estava imaginando ser necessária. Diante da santidade de Deus, Moisés foi convocado a tirar as sandálias dos pés porque ali o lugar era santo. O que será que significa o gesto de tirar as sandálias dos pés? Será que posso dizer que é deixar de lado qualquer proteção que eu mesma tenha providenciado e aceitar a Presença do Senhor como a única proteção de que preciso? Pense nisto.



VENHA O TEU REINO

Quando procuro as instruções de Jesus sobre a oração, percebo que o Mestre gostava de falar sobre o assunto, porque o praticava. E mais, na qualidade de homem que também era Deus (o que nem sempre é fácil para nós entendermos), Jesus conhecia os efeitos benéficos da oração na vida das pessoas. Justamente por isso, tratou com cuidado as instruções que nos deixou e permitiu que os evangelistas o vissem orando.

Jesus me ensinou que eu devo orar ao Pai, que é amoroso e atento, mas que não é exclusivamente meu pai, mas sim Nosso Pai. Ou seja, é maior do que os pais terrenos porque pode zelar com o mesmo cuidado por todos aqueles que O procurarem. Ao me dirigir a Ele, devo buscar que o nome dEle seja santificado em minha vida, o que me ajuda a compreender que a forma como Ele vai me receber guarda relação com o modo como eu permito que Ele atue em mim.

Se eu o vejo como santo, como a Bíblia diz que Ele o é, então eu não vou chegar perto dEle com assuntos que a Bíblia não aceita e mais, vou eliminar esses temas também da minha vida para que eu não me dirija ao Deus Santo com o coração abrigando preceitos que Ele mesmo disse que não são dEle.

Agora, Jesus me ensina que eu devo pedir que o Reino de Deus seja implantado em minha vida e neste mundo. Orar "venha o Teu Reino" é pedir que Ele cresça à medida em que as pessoas se submetam a Jesus. Melhor, é me comprometer para que eu seja tão dirigida por Ele que me transforme em referencial para que outros cheguem a Ele e o reconheçam como Pai, como Santo e passem a viver de acordo com o que deseja e ensinou.

Interessante este método que Jesus escolheu para me ensinar a orar. Ele me torna responsável pela implantação do Reino de Deus neste mundo e isto, a partir da oração. Eu devo estar limpa daquilo que O desagrada para que possa pedir que o nome dele seja santificado e depois suplicar que o reino dEle venha, o que depende da minha forma de viver e de agir. Curioso. Desafiador. Pense nisto.



SEJA FEITA A TUA VONTADE

Porque estou desejando aprender a orar com Jesus, percebo que algumas coisas que antes eu imaginava desnecessárias são essenciais para uma oração de poder. Tanto é assim que Jesus as inseriu no início da aula de oração que ele ministrou aos discípulos e novos crentes, quando disse: "Portanto, vós orareis deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu." Mateus 6, 9e 10.

Percebo que estou entrando em terreno complicado, mas ao mesmo tempo muito atraente. Por que devo orar que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como ela é feita nos céus? Preciso pensar antes de responder. Algumas idéias me vêm à mente. Uma delas é que deve ser muito bom viver de acordo com a vontade de Deus, porque se Deus é amor e se Ele busca a comunhão comigo ao ponto de mandar Seu único Filho para me ensinar como chegar a Ele, então deve ser uma boa coisa orar para que a vontade dEle seja feita na minha vida.

Outra idéia é que a vontade de Deus para mim talvez seja a única forma de eu realmente ser feliz. Imagino que Deus me conheça bem e saiba exatamente aquilo que seja bom para mim. Ele sabe o meu temperamento, as coisas que me atraem, aquilo que eu gostaria de ter e de alcançar, enfim, só Ele sabe realmente isto porque nem eu mesma consigo me compreender com perfeição.

Por isso, se eu aprendo com Jesus a orar e passo a pedir que a vontade de Deus seja feita na terra como é certo que acontece nos céus, então o que eu estou dizendo a Deus é que eu gostaria de orar somente aquilo que estivesse de acordo com o pensamento dEle, ou seja, que eu conseguisse estar perfeitamente sintonizada com os planos dEle para mim. E mais: que eu conseguisse querer o que Ele quer.

Realmente, sem a ajuda do Espírito Santo não posso orar. Sou tão voltada às coisas deste mundo que não conseguiria compreender o que Deus quer e pedir que se cumpra aquilo que Ele quer. Neste ponto da aula, preciso agradecer a Deus pela Bíblia, porque nela eu tenho bem explicado o plano de Deus para todo o ser humano. Pelo que estudo na Bíblia, posso me exercitar para aprender a discernir o que significa permitir que a vontade de Deus seja feita. Pense nisto.



OS INTERESSES DE DEUS ANTES DOS MEUS

Porque resolvi me aproximar de Jesus para que Ele me ensine a orar, percebi que eu ainda estou engatinhando na compreensão do que seja orar. Fácil é falar com Deus, dizer aquilo que está na minha cabeça, o que eu desejaria que acontecesse comigo. Isto é fácil, porque eu aprendi que Deus é amor e age como Pai e, por isso, terá paciência comigo e me escutará sempre.

Mas, diante do que Jesus me ensinou, compreendo que há muito mais a fazer do que simplesmente chegar perto de Deus para pedir um monte de coisas e contar outras. Há um compromisso que eu assumo, quando desejo orar como Jesus ensinou e este passo não acontece de uma hora para outra, ele vem aos pouquinhos e à medida em que permito que Deus atue na minha vida. Aqui a coisa complica um pouco, porque sei que sou teimosa.

A verdade está clara agora. Jesus iniciou a oração que escolheu para ser modelo denunciando que, se eu desejo ter poder na oração, preciso estar disposta a abrir mão dos meus interesses para colocar em primeiro lugar as coisas que pertencem aos desejos de Deus, aos planos dEle: "Portanto vós orareis deste modo: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus." Mateus 6, 9 e 10.

Teu Nome, Teu Reino, Tua vontade... as coisas de Deus devem ocupar de tal modo o meu pensamento que eu ore para que elas se cumpram, eu deseje que elas aconteçam, eu anseie para que na terra haja a mesma obediência a Deus que há nos céus.

Isso me intriga e me faz perguntar: por que precisa ser assim? E como realmente desejo ouvir a resposta, logo percebo que, se eu me empenhar em buscar as coisas de Deus antes das minhas, o que acontecerá é que serei imensamente mais feliz, porque terei deixado de lado preocupações inúteis, sonhos que não trariam o resultado esperado e, sem perceber, me livrado de pesos que antes eu carregava e que em nada me ajudariam.

O Amoroso Jesus quer que eu entenda que é bom, é saudável, é agradável buscar a santidade do Nome de Deus, a implantação do Reino dEle neste mundo e o cumprimento da soberana vontade em todos os sentidos. Por isso, porque é para o meu bem, que ele me ensinou esta prioridade na vida de oração. Pense nisto.
O PÃO NOSSO

As aulas que Jesus me oferece sobre oração prosseguem. Uma vez que já ficou decidido que eu vou ser muito beneficiada se aprender a colocar os interesses de Deus em primeiro lugar, agora tenho permissão para continuar a aprender. Ele inicia com outro ponto: "O pão nosso de cada dia nos dá hoje" Mt. 6,11

O que significa isso não é difícil de entender. Eu sei o que é pão, gosto muito de pão. Detesto quando sou proibida de comer pão. Mas o pão, para as pessoas do tempo de Jesus, era o alimento básico. Se prestar atenção nos milagres que Jesus realizou verei que, quando se falava de pessoas com fome, Jesus multiplicava pães e peixes, o que mostrava o modo simples como eles se alimentavam.

Nas páginas do Primeiro Testamento (VT) veio várias vezes histórias que envolvem pães e me recordo de que, ao sair da escravidão no Egito, o povo de Deus levava pão sem fermento. Tempos depois, foi alimentado diretamente por Deus com o maná, que era uma planta que podia ser consumida como o pão.

Voltando à aula sobre oração, Jesus me diz que eu devo, que eu preciso pedir a Deus o pão nosso de cada dia. Muito bonita a forma como Jesus fala. Ele torna claro duas orientações: devo pedir pão para mim e pão para você. Não há lugar para egoísmo na oração. O pão, aqui simbolizando a necessidade básica para sobrevivência, eu devo pedir na mesma intensidade para mim e para você. Eu não posso ficar contente porque tenho pão suficiente se você não o tem. Para que eu possa orar de acordo com a vontade de Deus, isto é, após buscar as prioridades dEle em primeiro lugar, preciso deixar de lado a idéia de pensar nos meus interesses e incluir também as necessidades daqueles que me cercam.

Jesus falou sobre o "pão nosso" e não "o meu pão". Isto me intriga e me desafia. Eu diria mais: isto me interpela. Será que eu tenho me preocupado o suficiente com as necessidades básicas dos que me cercam ao ponto de pedir intensamente a Deus que supra essas necessidades? Será que tenho notado essas deficiências de alimentação adequada ou simplesmente me empenho com Deus por obter aquilo que me supre e me esqueço do que falta ao que me vive ao meu lado? Pense nisto.



O PÃO NOSSO NOS DÁ HOJE

Palavra alguma do que Jesus ensinou sobre oração eu posso desprezar. Todas são importantes e ocupam o lugar certo, na ordem certa. Porque estou desejosa por ser uma pessoa que conversa com Deus de forma adequada, preciso enxergar em cada palavra proferida por Jesus algum ensinamento para mim.

"O pão nosso de cada dia nos dá hoje" (Mt. 6,11), foi o item que Jesus inseriu após concluir o que devemos buscar em relação a Deus. Agora, em segundo plano, são contempladas as minhas necessidades e o pão é uma delas. Não o pão para mim somente, mas para todos os que eu consigo alcançar. Devo pedir a Deus que eu tenha pão mas também que você o tenha.

Ocorre que este pão a que Jesus se refere e que é também para você, não precisa ser estocado. Ou melhor, eu devo aprender a viver pela fé na providência diária de Deus para o atendimento às minhas necessidades básicas. Jesus não quer que eu me preocupe ao ponto de começar a armazenar pão e nem que você se preocupe com isto. O que eu devo pedir é o suprimento para este dia, para agora.

Por que será que esta restrição ficou tão evidente? Uma provável resposta é que se eu aprender a orar do modo como Jesus orava, vou querer estar sempre perto de Deus e claro que não vou conseguir dormir sem falar com Ele, sem conversar com meu Pai que está nos céus. Ora, se a cada dia eu peço o suprimento necessário para o dia, por que ficar correndo atrás de muita coisa como se Deus um dia me atendesse e outro dia não me ouvisse?

E mais, o que aconteceria com este mundo se cada pessoa que fosse crente em Jesus se preocupasse com orar a Deus pelo suprimento diário para si e para os outros? Será que ainda haveria fome no mundo? Boa pergunta esta. Será que, a partir deste ensinamento de Jesus, estaria a solução para uma vida equilibrada para a Humanidade?

Vou mais adiante: o que aconteceria com o Mundo se os dirigentes de todas as Nações se preocupassem em aprender a orar e a pedir a Deus que supra o seu País do necessário para aquele dia e que também se preocupe com o indispensável para os demais países? Muito intrigante. Jesus realmente sabia como dizer tudo em poucas palavras. Pense nisto.



PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS

Desejo aprender a orar com Jesus, porque somente ele orava com pleno conhecimento do que estava fazendo. Após ele haver me conduzido à convicção de que preciso estar envolvida com os assuntos referentes a Deus antes de começar a pensar nos meus próprios desejos, percebo que mal comecei a compreender o que é preciso saber para caminhar neste ministério.

Depois de me dizer que é minha obrigação pedir a Deus que supra as minhas necessidades físicas para hoje e também as das pessoas que vivem ao meu redor, outra afirmação me é apresentada: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores." (Mt. 6,12).

Leio, leio outra vez e me pergunto: de que dívidas Jesus está falando? Volto ao texto e leio que primeiro há o pedido de perdão. Por que o perdão ocupa um lugar tão importante na oração? Deve haver uma boa razão para isto e será útil descobri-la.

Um grande pregador, John Stott, [1] estudou o assunto e descobriu que o perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento o é para o corpo. Se Stott estiver correto, posso inserir o perdão na categoria de elementos básicos para a minha saúde.

Parece que Jesus está muito empenhado em mostrar que o perdão a que ele se refere é o perdão dos meus pecados, daquilo que eu faço e que desagrada e ofende a santidade de Deus. Este perdão precisa ser renovado, não porque Deus toda hora desista de perdoar, mas porque eu não consigo parar de pecar. Por mais que por intermédio do sangue de Jesus eu saiba que fui completamente perdoada e que tenho agora uma nova natureza, ainda tenho em mim a semente do pecado e isto pode me aprisionar, pode me deixar sem compreender a linguagem de Deus.

Porque é assim que acontece, para que eu tenha poder na oração é saudável que eu me acostume a confessar a minha incapacidade de ser a pessoa que Deus deseja e pedir que Ele me perdoe e me ajude a ser melhor a cada dia. Isto requer que eu seja humilde. Se eu insistir em não pedir perdão, vou ser incomodada pelo sentimento de culpa e isto vai prejudicar a minha saúde, vai me fazer mal. Percebo, então, que Jesus sabia bem o que estava dizendo. Pense nisto.



PERDOA ASSIM COMO EU PERDOO

Porque descobri que para eu orar com poder Jesus ensinou que é preciso pedir "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores"(Mt. 6,12), acredito que haja uma relação muito próxima entre o perdão que Deus me concede e o meu comportamento diante dos erros dos outros com relação a mim.

Talvez seja complicado entender o que Jesus quis dizer. Se ele mesmo morreu por mim e me assegurou o restabelecimento da minha relação com Deus, por que no momento em que me ensinou a orar ele associou o perdão que eu concedo ao perdão que eu recebo? Será que Jesus estava querendo dizer que eu preciso aprender a perdoar para poder ser perdoada? Este assunto está se tornando muito interessante, preciso pensar.

Mais uma vez, parece que o grande servo de Deus, John Stott [2] conseguiu me ajudar. Para o Dr. Stott, quando Jesus inseriu no momento em que me ensinava a orar a expressão "assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores", ele estava abrindo caminho para dois outros argumentos que iriam ser desenvolvidos mais adiante, nos versículos 14 e 15, que dizem: "porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas."

Será que Jesus estava afirmando que eu preciso perdoar se eu quiser ser perdoada por Ele? Será que Jesus ensinou que quando eu perdôo eu estou garantindo o direito de obter o perdão dEle? Confesso que isto ainda está complicado demais. Preciso pensar um pouco. Sei que Deus somente perdoa a quem está arrependido do que fez. Ele quer uma relação aberta, clara conosco. Não se deixa envolver por palavras que nós pronunciemos, porque vê o nosso coração.

Talvez eu esteja começando a compreender o que Jesus ensinou, porque se eu me arrependo é porque me convenci de que fiz algo muito grave, tão grave que pode interromper a minha relação com Deus. E a última coisa que desejo neste mundo é perder o meu relacionamento com Deus. Então, se compreendo a enormidade do meu erro e recebo o perdão que Ele me assegurou, me sinto disposta a entender quando outros erram contra mim. Em outras palavras, o meu coração assimilou que eu recebi uma grande dádiva quando fui perdoada. Agora, posso aceitar o erro daquele que me ofendeu, que me fez mal e perceber que tudo o que eu sofri foi muito menor do que o que eu fiz contra Deus. Pense nisto.



E NÃO NOS DEIXES ENTRAR EM TENTAÇÃO

Aprender a orar com Jesus é fascinante, porque Ele não se esquece de nenhum detalhe. Lembra-se de tudo o que pode me impedir de compreender o que Ele se prontificou a ensinar. Agora que já me fez consciente da minha relação com Deus em primeiro lugar e depois me fez saber que posso pedir pelas minhas necessidades materiais, encerra a aula com um pedido que eu devo fazer a Deus: "e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal." (Mt 6,13)

Não parece ser complicado este ponto. Se eu já aprendi que devo orar para que o nome de Deus seja santificado, clamar para que o Reino dele se estabeleça e que a vontade dEle se cumpra, então estou ciente de que cair em tentação, ou seja, desobedecer ao que Deus me ensinou na Sua Palavra é deixar de cumprir a primeira parte da oração vitoriosa. É um grande retrocesso.

Se é tão fácil assim, por que será que Jesus incluiu este pedido na aula? Deve haver alguma coisa que ainda não percebi, mais uma vez, preciso pensar. É sempre bom pensar nas coisas de Deus, porque quem nos ensina é o Espírito Santo. Basta desejar aprender que - de uma forma ou de outra - Deus vem ao nosso encontro e nos explica. Às vezes Ele se utiliza de uma pessoa que já estudou o assunto, em outras, de uma criança que nem sabe o quanto está nos ajudando. E mais: Ele nos ajuda por meio até de cachorrinhos, passarinhos e outras criaturinhas que Ele colocou neste mundo.

Parece que Jesus estava assinalando para a possibilidade real de eu vir a errar, se não contar com a ajuda de Deus. Em outras palavras, eu preciso ser humilde o bastante diante dEle e assumir que sem Ele eu não vou conseguir vencer as lutas desta vida e vou errar, vou andar pelo caminho mais fácil, aquele que todo mundo faz sem pensar se agrada ou não a Deus.

Uma outra tradução do mesmo versículo me ajudou a perceber o sentido que Jesus queria que eu aprendesse: "não permitas que sejamos induzidos à tentação que nos possa derrotar, mas livra-nos do maligno."

Foi ótimo que Jesus tenha colocado este pedido na oração modelo, porque assim eu percebo o quanto é importante pedir que Deus, meu Pai, me ajude a identificar as armadilhas que o maligno deseja colocar na minha vida, que Ele me torne vencedora frente ao mal. Como isto somente poderá acontecer com a ajuda dEle, claro está que devo pedir com toda insistência e fé: livra-me do Mal, meu Deus. Pense nisto.



MINHA ORAÇÃO E MEU DEUS

Será que eu posso dizer sem qualquer dúvida que agora sei orar? A aula já terminou? Estou diplomada e posso começar a ensinar sobre como orar, da mesma forma como Jesus o fez? Creio que não.

A idéia que Jesus me deu é apenas um caminho a percorrer. Vou precisar descobrir minhas limitações, as vezes em que me descuido e saio do que Ele já me mostrou, identificar o que se torna prioritário ao ponto de me fazer esquecer o quanto é bom ficar conversando com Deus e recebendo dEle a força para viver de modo vitorioso e orar com poder.

Eu me aproximei de Jesus porque não gostaria de ser uma pessoa enjoada conversando com Deus, daquele tipo que, quando se aproxima, a vontade que temos é de correr, de sair em outra direção. Sei que jamais Deus faria isto comigo, porque a Bíblia me ensina que Ele recebe a todo aquele que O invocar. Mas eu desejo ser uma pessoa que saiba manter a conversa com Ele sem entrar naquele modelo de pedir, pedir e pedir.

Jesus mostrou o exemplo dos fariseus, dos hipócritas, dos que desconheciam a relação correta com Deus e se apoiavam em si mesmos, naquilo que eles pensavam a seu próprio respeito. Esses exemplos apontam para a imagem que aquelas pessoas tinham de Deus. O Deus que conheciam era tão limitado que eles pensavam que ao agir daquele modo O estavam agradando.

Talvez eu tenha aqui um referencial a mais para aprender. O modo como eu me relaciono com Deus vai depender de como eu entendo Deus. Se eu O enxergo com os olhos de Jesus, vou chegar ao relacionamento certo. Mas se eu me aproximar dEle a partir do que eu mesma imaginar, eu o colocarei muito abaixo do que Ele realmente é.

Os fariseus e os que foram chamados de hipócritas criam em um Deus muito pequeno, tão pequeno que eles pensavam que podiam manipular. Como eram cegos! Se eu quiser ter uma vida vitoriosa nesta escola de oração, precisarei me aproximar com avidez da Palavra de Deus e estudar o que ela diz sobre Deus. Verei, então, que estou em boa companhia quando tenho meus erros e minhas hesitações. Vou encontrar o mesmo em Jó, em Moisés, em Abraão, em Jacó, em Paulo e em tantos outros. Vou perceber que a natureza humana não tem força suficiente para compreender Deus na sua majestade e plenitude. Daí, precisar ficar perto dEle em um gesto suplicante e humilde de quem somente deseja aprender a saber conversar com Ele. Pense nisto.

 

Versiculos

Hebreus, 10:35,36 - Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.

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